Mantendo a qualidade de vida na esclerose múltipla: fato, ficção ou realidade circunscrita?

Mantendo a qualidade de vida na esclerose múltipla: fato, ficção ou realidade circunscrita?

Arquivos de  Neuropsiquiatria 2010;68(5):726-730

 

Alina Gomide Vasconcelos, Vitor Geraldi Haase, Eduardo de Paula Lima, Marco Aurélio Lana-Peixoto

 

Resumo

A qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) é um indicador importante do impacto das doenças crônicas sobre a vida dos indivíduos. Esse estudo propõe uma comparação da qualidade de vida de uma amostra de portadores de esclerose múltipla (EM) e uma amostra pareada de indivíduos saudáveis, avaliada pelos questionários DEFU / DEFIS. O objetivo é contribuir para a construção de um referencial teórico a respeito do impacto das doenças crônicas e de seus tratamentos no bem-estar dos pacientes, assim como de investigar a hipótese do paradoxo da felicidade, segundo a qual os pacientes manteriam um bom nível de sensação de bem-estar apesar de suas incapacidades causadas pela doença. Os resultados mostraram que pacientes com EM apresentam graus mais baixos de QVRS do que indivíduos sadios, o que não corrobora a existência do paradoxo da felicidade. No entanto, é possível que a preservação da QVRS apesar das vicissitudes associadas à doença possa ser restrita a um grupo de pacientes.

Palavras-chave: esclerose múltipla, qualidade de vida relacionada à saúde, DEFU/DEFIS, paradoxo da felicidade.

 

Para acessar o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/pdf/anp/v68n5/v68n5a10.pdf